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The Bridge over the Sea
1990. Madeira pintada. Instala��o em Kotka, Finl�ndia. Foto: V. Kleins

 


The Mobile Orange Triumphal Arch
1995. Madeira pintada, 400X400X300 cm. Foto: O Walgreen


The Orange Medium
1993. Madeira pintada, 340X450 cm. Instala��o em Schleswig-Holstein, Alemanha. Foto: B. Becker

 



Ojars Petersons

Por Helena Dermakova

Texto extra�do de "Os espa�os laranjas de Ojars Petersons", Riga, novembro/ 1993

Hoje, no in�cio dos anos 90, Ojars Petersons � menos conhecido como um desenhista 'seco' do que por seus objetos de cor alaranjada; ele � mais conhecido como um ilusionista ir�nico, como o 'jogador laranja'.

Seu reconhecimento como uma das lideran�as art�sticas do B�ltico tem raz�o de ser; quando acompanhamos sua carreira compreendemos tamb�m por que o artista assim se expressou em uma entrevista: "Todos somos, at� certo ponto, com mais ou menos intensidade, laranjas. E temos de nos entender como tal".

Talvez n�o valha descrever o clima pol�tico que cercou o artista desde seu nascimento em 1956, uma vez que a fal�ncia desse sistema ideol�gico e econ�mico representado pelo imp�rio sovi�tico n�o passou desapercebida a ningu�m.

Todavia � importante salientar que o desenvolvimento das artes em Moscou foi diferente daquele observado nas ex-rep�blicas sovi�ticas, especialmente nas rep�blicas b�lticas.

� muito difundida a vers�o de que, na Uni�o Sovi�tica, a arte conceitual surgiu como uma rea��o � doutrina do realismo socialista e que ela seria uma par�frase ir�nica, as vezes nostalgicamente ir�nica, da realidade da �poca socialista; e, ainda, que a arte consistia apenas de obras de artistas como Komar, Melamit, Bulatov ou Ilya Kabakov.

Desde o in�cio dos anos 70, alguns dos mais talentosos defensores do hiper-realismo e do minimalismo tiveram uma resson�ncia relativamente grande junto ao p�blico let�o. Ao mesmo tempo, a arte, que usava uma linguagem formal impregnada pelo modernismo cl�ssico, continuava a existir como um instrumento � disposi��o do establishment.

O interessante � que, em 1984, Ojars Petersons conseguiu dizer em uma entrevista � maior revista para jovens de seu pa�s: "Parece ter chegado o momento de se ocupar com os problemas art�sticos do espa�o (ambiente). Eles est�o sempre presentes e solucionados: seja na arquitetura, na pintura ou na escultura, mas agora o que tenho em mente � o espa�o como ambiente - um ambiente social, ecol�gico e cultural. Esse seria o espa�o criado por artistas em espa�os de exposi��es ou outros (com um determinado efeito emocional)".

A arte de Ojars Petersons amplia o horizonte do improv�vel e do sujo, algo comum na arte contempor�nea. Ela se entremeia em um sistema de comunica��o e o expande, criando, assim, seu pr�prio espa�o, o espa�o da liberdade. Desde a exposi��o de 1991, Ojars Petersons lida com a ironia e a ilus�o. Conscientemente, ele elege uma situa��o que deixa claro tanto os limites quanto sua pertin�ncia. Nos �ltimos anos a cor laranja domina a cria��o de Petersons. Essa cor tamb�m estimula, por mais bizarro que pare�a, o pensamento do artista sobre a diversidade existente no mundo. De um lado � a fundamenta��o universal do ser; de outro, essa cor proporciona a dist�ncia ir�nica necess�ria.

O fen�meno da arte, sua diversidade e seus segredos, bem como a influ�ncia do design em muitas de suas obras-de-arte n�o a impedem de apontar em dire��o a momentos sociais.



Cronologia


Nasceu em Riga, Let�nia, em 1956. Entre 1975 e 1980, estudou na Academy of Fine Arts de Riga. Vive e trabalha em Riga.


Exposi��es individuais

1995
Galerie Bastejs, Riga, Let�nia.
1994
Valsts, The Soros Centre of Contemporary Art, Riga, Let�nia; IFA-Galerie Friedrichstrabe, Berlim, Alemanha.
1993
Oranger-Player, Galerie Bastejs, Riga, Let�nia; Galerie Riga, Let�nia.
1992
Schloss Glucksburg, Schleswig-Holstein, Alemanha.
1991
Galerie PUNKT, Hamburgo, Alemanha; Irony and Illusion, Galeria Kolonna, Riga, Let�nia.
1990
Galerie NEMO, Eckernf�rde, Alemanha.
1988
Telephone Conversations, Museum for Foreign Art, Riga, Let�nia.


Exposi��es coletivas

1994
Rund�le Castle, Let�nia; A Midsummer Night�s Dream, Baltic Biennale, Rauma, Finl�ndia.
1993
Feeling n. 30, Museum Arsenal, Riga, Let�nia; Galerie Horn, �ustria; The Baltic Sea Sculpture Exhibition, Visby, Su�cia; Kulturzentrum in Salzau, Schleswig-Holstein, Alemanha; Equi-librium. Baltic-Nordic Contemporary Art, Latvia Art Hall, Riga, Let�nia; Action EP!, Riga e 33 cidades da Let�nia; Zwolle Art Museum, Zwolle, Holanda.
1992
The Generation, Pori Art Museum, Finl�ndia; Forma Antropologica, Tallinn Art Hall, Tallinn, Est�nia.
1991
Five From Riga, Kulturhuset, Estocolmo, Su�cia.
1990
Radar, Kotka, Finl�ndia.
1988/89
Riga-Latvian Avantgarde, exposi��o itinerante em tr�s locais: Staatiliche Kunsthalle, Berlim, Alemanha; Stadtgalerie Am Sophienhof, Kiel, Alemanha; Ausstellungshalle Weserburg, Bremen, Alemanha.
1988
The Third Exhibition in the Subway, Riga, Let�nia.
1987
The Second Exhibition in the Subway, Riga, Let�nia.
1986
The First Exhibition in the Subway, Riga, Let�nia.
1984
Nature - Environment - Man, St. Petri Church, Riga, Let�nia.