| Por Gerwald Sonnberger
Quando jovem, Edvard Munch formulou um tipo de manifesto, um lema para ele mesmo e seus jovens companheiros de pintura em Christiania se reunirem ao redor de:
"Queremos mais do que uma mera fotografia da natureza. N�o queremos pintar quadros bonitos para serem pendurados nas paredes das salas de visitas. Queremos criar uma arte que d� algo � humanidade, ou ao menos assentar suas funda��es. Uma arte que atraia a aten��o e absorva. Uma arte criada no �mago do cora��o."
Munch, no entanto, foi o �nico artista noruegu�s da sua gera��o a seguir esse caminho. Manteve-se um individualista declarado, que se via como um elo de uma corrente de artistas como Michelangelo, Rembrandt, Manet, Van Gogh e Gauguin cujos profundos compromissos pessoais e intelectuais enfatizavam o aspecto humano de sua arte. Uma passagem freq�entemente citada de seu di�rio � caracter�stica: "N�o devemos pintar interiores com pessoas lendo e mulheres tricotando; devemos pintar pessoas que vivem, respiram, sentem, sofrem e amam".
Embora n�o estivesse se esfor�ando sozinho por alicerces pessoais para sua arte, nenhum outro pintor desenvolveu um simbolismo 'particular' t�o distinto, forjado em suas pr�prias experi�ncias traum�ticas. A an�lise desapaixonada de seus pensamentos e temores mais �ntimos necessitavam de "uma arte que � o resultado de uma necessidade compulsiva de abrir seu pr�prio cora��o". Ele n�o s� lutou pelo subjetivismo como tal, mas teve como objetivo estabelecer valores universais atrav�s dos individuais, pela cristaliza��o das imagens das emo��es mais profundas do homem - amor, morte e ang�stia, que retiveram suas propriedades primitivas evidentemente esquecidas pela civiliza��o burguesa do seu tempo. Com refer�ncia a Gauguin, um de seus amigos em Berlim escreveu, em 1893: "(...) Ele (Munch) n�o precisa viajar para o Taiti para ver e vivenciar o primitivo na natureza humana. Ele carrega consigo o seu pr�prio Taiti ..."
Na Christiania, como Oslo era chamada at� 1924, Munch inicialmente aprendeu um estilo naturalista de pintura que dependia muito do estudo da pr�pria natureza. Na �poca, por falta de uma academia norueguesa de artes, a educa��o tradicional sobre pintura era substitu�da pela id�ia de auto-estudo para promover a originalidade e a verdade, geralmente com um artista mais velho agindo como 'parteira'. Esse estado de coisas proporcionava algumas vantagens financeiras para artistas jovens da gera��o de Munch, que mal podiam arcar com as despesas de uma educa��o formal em academias no exterior. Embora fosse descendente direto de uma das mais tradicionais fam�lias da Noruega, que inclu�a cl�rigos em altas posi��es hier�rquicas, intelectuais e artistas, o pai de Munch, um cirurgi�o militar promovido de tenente a capit�o, tinha poucos recursos financeiros. A inf�ncia de Munch foi marcada pela depress�o do pai, concentrada em assuntos religiosos, sua sa�de sempre fr�gil e as doen�as e mortes de sua m�e e sua irm� Sofia. Ele nunca conseguiu escapar completamente dessas tristes lembran�as, recorda��es que mais tarde se tornaram importantes incentivos para uma express�o psicol�gica em sua arte.
Com a assist�ncia financeira de seu rico colega mais velho e parente, Fritz Thaulow, Munch passou tr�s semanas visitando a Exposi��o Mundial de Antu�rpia (onde exibiu um retrato) e em Paris, na primavera de 1885. Depois dessa viagem, pintou trabalhos inspirados nas tend�ncias mais radicais da arte parisiense, descritos pela imprensa como "o extremo do impressionismo, a imagem da arte de dentro para fora", e foi classificado como "o pintor das coisas feias". Embora fosse considerado o artista mais talentoso da sua gera��o, ele evidentemente se recusou a lutar pelo sucesso imediato, pois sua ambi��o era desenvolver o meio de pintura para compreender a comunica��o existencial.
Foi nessa �poca que Munch come�ou a pintar o que se tornaria um de seus mais importantes temas, A Crian�a Doente. Neste retrato da lembran�a da triste impress�o da irm� morrendo, ele parece ter rompido as amarras do naturalismo e encontrado uma linguagem mais poderoso capaz de expressar as emo��es pessoais mais fortes. Em retrospectiva, ele acreditava que essa obra de arte havia sido a semente para seus trabalhos posteriores de grande express�o sobre recorda��es pesarosas. Mais tarde ele iria resumir como "um quadro totalmente nervoso, cubista e sem cor", como o seu "primeiro rompimento com o impressionismo".
Em abril de 1889, Munch fez uma exposi��o retrospectiva de 63 quadros e um grande n�mero de desenhos na Associa��o de Estudantes de Christiania. Era algo de que nunca se ouvira falar: um artista jovem e controverso fazer uma exposi��o sozinho. De acordo com o jornal Aftenposten, a retrospectiva "revelou muita aud�cia e falta de autocr�tica". Entretanto, impressionado pela intensidade e profundidade do trabalho de Munch, seu professor, ou melhor 'a parteira', o pintor e tamb�m diretor da associa��o, Christian Krohg, escreveu uma cr�tica entusi�stica no jornal Dagbladet:
"Ele pinta - ou melhor dizendo -, v� as coisas de uma maneira diferente em rela��o a outros artistas. S� v� a ess�ncia e, conseq�entemente, s� pinta isso. � por esse motivo que os quadros de Munch via de regra s�o 'n�o- terminados', como as pessoas t�m tanto prazer em dizer. Ah sim! Est�o terminados. Terminados por suas m�os. A arte est� completa quando o artista diz tudo o que realmente tem a dizer, e essa � a vantagem que Munch tem sobre v�rias gera��es de pintores; ele tem a rara capacidade de nos mostrar como se sentiu e o que o impulsionou, fazendo com que todo o resto se torne sem import�ncia."
A reputa��o de Munch como artista extraordin�rio e peculiar estava se expandindo. Munch recebeu o pr�mio de viagem do governo noruegu�s que permitiu que ficasse na Fran�a por longos per�odos durante os tr�s anos seguintes, absorvendo impulsos de todas as diferentes correntes modernas desses tempos vibrantes da arte europ�ia.
Em 1891, de f�rias na Noruega, no balne�rio costeiro de Asgardstrand, Munch pintou o que mais tarde se tornou o primeiro tema de uma s�rie de pinturas que contemplavam o desabrochar das for�as sexuais da natureza entre um homem e uma mulher, espelhando a filosofia pessimista de Schopenhauer e o medo e a ang�stia ligados � sexualidade na tradi��o religiosa protestante da Noruega.
Quando Anoitecer foi mostrado na Exposi��o de Outono em Christiania, foi inicialmente ignorado pela imprensa, mas comentado entre os colegas artistas como sendo extremamente provocativo pela utiliza��o n�o-tradicional de diferentes t�cnicas - uma mescla de �leo, pastel e l�pis deixando grandes �reas da tela descobertas. Entretanto, Christian Krohg escreveu que a pintura (provavelmente olhando tamb�m para uma segunda vers�o mais sintetizada que foi pintada simultaneamente) tinha uma "qualidade s�ria e severa, quase religiosa... relacionada ao simbolismo - o movimento atual da arte francesa..."
Uma figura curvada no primeiro plano baseou-se em Jappe Nilssen, de 21 anos, um aspirante a autor - amigo e parente de Munch - que, durante o ver�o em Asgardstrand, teve um caso apaixonado com a artista Oda Krohg, dez anos mais velha e mulher de Christian Krohg.
As anota��es liter�rias de Munch desse per�odo misturam observa��es sobre o tr�gico romance de seu amigo com as suas recorda��es reacesas do caso que tivera seis anos antes, com outra mulher casada, no mesmo local e com exatamente a mesma idade do seu 'modelo'. Essas anota��es quase fren�ticas recordando suas experi�ncias er�ticas cheias de ang�stia, bem como rascunhos liter�rios posteriores, indicam que Munch, utilizando-se dos sentimentos de seu amigo mais jovem como ponto de partida, descobriu a possibilidade de fornecer uma imagem objetiva com recorda��es e reminisc�ncias subjetivas. Munch iria repetir os temas muitas vezes nos anos subseq�entes, concentrando-os em forma e conte�do. A vida toda iria espelhar-se nesses temas, no que chamou de 'c�pias experimentais', variando o seu impacto psicol�gico.
Em mar�o de 1892, Munch encontrou-se com o pintor noruegu�s Christian Skredsvig, em Nice. Skredsvig escreveu o seguinte sobre a visita de Munch:
"Faz algum tempo que ele quer pintar as lembran�as de um p�r-do-sol. Vermelho como sangue. N�o, era realmente sangue coagulado. Mas ningu�m o veria do mesmo jeito. Qualquer outra pessoa iria pensar em nuvens. Falar delas fazia com que ele ficasse triste e irrequieto. Triste porque os humildes meios dispon�veis para a arte nunca eram suficientes. 'Ele est� lutando pelo imposs�vel e seu pr�prio desespero � a sua f�', pensei, mas sugeri que ele o pintasse. E ele pintou este curioso 'grito'."
Munch se referia a esta pintura, hoje conhecida como Desespero, como "o primeiro Grito". O close-up da figura de primeiro plano de perfil, usando um chap�u mole e olhando sobre a cerca, tem a caracter�stica de um auto-retrato. Um desenho do mesmo ano ilustra como Munch imaginou a composi��o, estendendo as nuvens cor de sangue na tela e dando � figura de primeiro plano uma posi��o espacial proeminente, para transmitir a sua poderosa mensagem. O texto que acompanhava o desenho confirma que foi a mesma experi�ncia retratada nos temas Desespero e Grito.
"Passeava pela estrada com dois amigos, olhando o p�r-do-sol, quando o c�u de repente se tornou vermelho como sangue. Parei, recostei-me na cerca, extremamente cansado - sobre o fiorde preto azulado e a cidade estendiam-se sangue e l�nguas de fogo. Meus amigos foram andando e eu fiquei, tremendo de medo - podia sentir um grito infinito atravessando a paisagem."
Em 1892 Munch foi convidado a expor na Associa��o de Artistas de Berlim, onde seus quadros causaram tamanho esc�ndalo que a exposi��o teve de ser fechada em uma semana. Munch se tornou o tema das conversas e a sociedade liter�ria e art�stica de Berlim o acolheu socialmente. No entanto, ele gradualmente gravitava em dire��o ao c�rculo liter�rio mais radical, centrado ao redor de August Strindberg. Embora predominantemente escandinavo, o grupo tamb�m inclu�a o escritor polon�s Stanislaw Przybyszewski, o historiador de arte alem�o Julius Meier-Graefe e o jovem autor alem�o Richard Dehmel. O interesse do grupo concentrava-se no simbolismo, na filosofia de Nietzsche, e estava acima de tudo obcecado pela psicologia, eroticismo e fantasias sobre a morte, o que pode ter dado novas for�as aos temas de Munch, em especial suas imagens de Amor, Ang�stia e Morte.
Ao trabalhar a partir de seus muitos esbo�os liter�rios ele transp�s as experi�ncias de sua inf�ncia e juventude para uma linguagem 'expressionista' condensado em que o uso da cor � simb�lico e sugestivo em vez de descritivo. Tamb�m aplicou um repert�rio de f�rmulas pict�ricas, bem como uma gama de sinais e s�mbolos, que continuava repetindo e variando, como por exemplo, o reflexo f�lico da lua no mar, o jovem homem quase estereotipado - o alter-ego do artista - e as figuras femininas contrastantes, vestidas em cores claras e escuras.
Durante os anos de 1896 a 1898, Munch voltou a viver em Paris onde se misturou com um c�rculo de artistas e m�sicos. Foi convidado a ilustrar Les Fleurs du Mal de Baudelaire, mas o projeto foi cancelado quando o editor morreu. Fez cartazes para Peer Gynt de Ibsen, para John Gabriel Borkman no Th��tre de l'Oeuvre, e exp�s no Salon des Ind�pendants e na Bing's L'Art Nouveau Gallery. Munch era agora um artista maduro, trazendo consigo para Paris suas obras principais, mas a extens�o de sua influ�ncia na arte francesa durante esse tempo � discut�vel.
Entretanto, os efeitos estimulantes de Paris refletem-se nas obras-primas que Munch produziu logo depois da virada do s�culo, temas geralmente l�ricos e harmoniosos como o eroticismo das noites claras do ver�o n�rdico. At� o in�cio da Primeira Guerra Mundial, em 1914, Munch exp�s v�rias vezes na Fran�a, e h� ind�cios de que seu "novo uso art�stico das cores" tenha influenciado os fauvistas franceses antes de eles exporem como um grupo em 1905. Nesse contexto, os coment�rios de Christian Krohg, num artigo de 1909, mostram-se interessantes: "Concluindo, se eu fosse dar uma impress�o de Matisse como pintor, diria que ele se parece com Edvard Munch. Acho que Munch � o pai do matissismo, embora ele possa, talvez, desconhecer seu filho".
A reconhecida influ�ncia de Munch sobre os jovens artistas da Europa do Norte, principalmente sobre os pintores expressionistas alem�es, est� refletida no seu sucesso abrangente na Alemanha, ap�s a virada do s�culo. Nesse per�odo ele continuou a viver e trabalhar na Alemanha - pintando v�rios retratos monumentais, em tamanho natural, paisagens em cores vibrantes fortes e, notavelmente, uma vers�o agressiva de sua s�rie de temas sobre o amor.
Em 1912, foi dada a Munch uma sala especial na famosa Exposi��o Sonderbund em Col�nia, onde foi reconhecido como a maior influ�ncia viva no desenvolvimento da arte moderna contempor�nea europ�ia. No ano seguinte, em Berlim, ele e Picasso eram os �nicos artistas estrangeiros convidados a ter salas especiais na Exposi��o de Outono, em reconhecimento � import�ncia de ambos para os jovens artistas alem�es que surgiam. Entretanto, enquanto as tend�ncias de vanguarda na arte moderna se desenvolveram na dire��o do futurismo e do cubismo, ou, no caso de Kandinsky, para o abstrato, Munch percebia o mundo exterior por meio do uso livre da perspectiva central, o que continuou sendo um dos elementos principais de sua arte human�stica.
Entre as guerras, Munch levou uma vida reclusa em sua casa em Ekely, nos arredores de Oslo, vendo somente os amigos mais chegados. Um outro grupo de temas desses anos tardios retrata o artista e a modelo, em que Munch analisa a rela��o entre um homem mais velho e uma mulher mais nova. Comparados com suas severas salas feito caixas, os interiores agora aparecem repletos de objetos, com portas que levam a uma sucess�o de outras salas. Entre 1932 e 1935 Munch fez 'c�pias radicais' vibrantes de seus temas iniciais sobre o amor. Pode ter sido influenciado por artistas do grupo Br�cke, em especial pelo colorido violentamente exagerado de Karl Schmidt-Rotluff, cujo trabalho foi inclu�do numa exposi��o abrangente da arte alem� na Kunstnernes Hus em Oslo em 1932, sob o patroc�nio de Edvard Munch.
Nas �ltimas d�cadas de sua vida, Munch produziu uma s�rie de auto-retratos em que tra�ou, ano a ano, o seu progresso f�sico e mental em dire��o � morte que se aproximava. |
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| 1863 Nasce em 12 de dezembro, em L�ten, Hedmark County, na Noruega. Filho de Cristian Munch, m�dico, e Laura Cathrine Munch, nascida Bj�lstad. No ano seguinte, a fam�lia muda-se para Christiania (atual Oslo). 1879 Matricula-se no Technical College para estudar arquitetura, mas freq�entes acessos de doen�as interrompem seus estudos. 1880 Decide tornar-se pintor e, no ano seguinte, matricula-se na Royal School of Design. 1882 Divide um est�dio com outros jovens pintores, onde Christian Krohg, um dos mais importantes pintores noruegueses da �poca, supervisiona seu trabalho. 1883 Exp�e pela primeira vez (The Industry and Art Exhibition). 1884 Trava contato com os anarquistas, com o autor Hans J�ger e tamb�m com outros membros da Christiania-Boh�me, um grupo de escritores e artistas de vanguarda. Exp�e pela primeira vez no Artists' Autumn Exhibition, em Christiania, onde se apresentar� regularmente at� 1892. 1885 Viaja para Antu�rpia em maio, expondo um retrato de sua irm� Inger na Feira Mundial. Da�, viaja a Paris, onde permanece tr�s semanas. 1889 Em abril, faz sua primeira exposi��o individual. Recebe uma bolsa de estudos do Estado, viajando a Paris em outubro, onde tem aulas no est�dio de Bonnat. 1890 Encontra-se em St. Cloud, nos arredores de Paris. 1891 Encontra-se em Nice e Paris. Passa o ver�o na Noruega. 1892 Primeira exposi��o individual no outono. Depois disso, recebe um convite para apresentar a exposi��o em Berlim, na Associa��o dos Artistas. Alguns dias antes da abertura, os membros da Associa��o votam pelo fechamento da exposi��o. O 'caso Munch' torna-o c�lebre da noite para o dia. Ingressa no c�rculo internacional de escritores, artistas e cr�ticos que inclui, entre outros, August Strindberg e Stanislaw Przybyszewski. 1893 Em Berlim, em dezembro, faz exposi��o individual, onde seis pinturas s�o reunidas em uma s�rie intitulada Love, evoluindo, mais tarde, para The Frieze of Life. 1894 Em Berlim, � publicado o primeiro livro sobre o artista: Das Werk des Edvard Munch, com colabora��es de Stanislaw Przybyszewski, Franz Servaes, Willy Pastor e Julius Meier-Graefe. Come�a a trabalhar em entalhes e litografias no final desse ano. 1895 Em Berlim, exp�e com o artista finland�s Axel Gall�n-Kallela, na galeria Ugo Baroccio. Julius Meier-Graefe publica uma obra com oito entalhes. 1896 Em fevereiro, viaja a Paris. Exp�e no Salon des Ind�pendants (dez pinturas). Exposi��o individual no Salon de l'Art Nouveau. Um artigo de Strindberg � publicado na La Revue Blanche. Produz litografias coloridas e come�a a trabalhar com xilogravuras. Desenha o cartaz para Peer Gynt, de Ibsen, para o Th��tre de l'Oeuvre. 1897 Em Paris, exp�e novamente dez pinturas no Salon des Ind�pendants. Desenha o cartaz de John Gabriel Borkman, para o Th��tre de l'Ouvre. Regressa � Noruega, em junho. Adquire uma pequena casa de ver�o em �sg�rdstrand, cidade costeira ao sul de Christiania. 1898 Viaja para Berlim em mar�o. Em maio, segue para Paris. Retorna em junho. Ilustra texto de Strindberg no jornal Quickborn. 1899 Viaja para Berlim, Paris, Nice, Floren�a e Roma, onde estuda os afrescos de Rafael. Regressa � Noruega por Paris. 1900 Encontra-se no Sanat�rio Kornhaug, na Noruega. Em mar�o, viaja para Berlim, Floren�a, Roma e Su��a. Passa o outono em Christiania. 1901 Passa o inverno em Christiania e o ver�o em �sg�rdstrand. Encontra-se em Berlim no in�cio de novembro. 1902 Em Berlim. Dedica-se � fotografia. Exp�e The Frieze of Life na Berlin Secession. Trava rela��es com Albert Kollman, Dr. Max Linde e Gustav Schiefler, que dar�o grande suporte � sua obra na Alemanha. Ver�o em �sg�rdstrand. Dispara contra si mesmo, na m�o esquerda, durante desentendimentos com sua noiva. Perde duas juntas dos dedos. 1903 Berlim e Paris. � publicado o livro Edvard Munch und die Kunst der Zukunft, de Max Linde. Torna-se membro da Societ� des Artistes Ind�pendants. Vende a obra Summer Night/Girls on the Jetty ao famoso colecionador russo Morozow. 1904 Em Berlim, assina contrato de tr�s anos com Bruno Cassirer para a venda de impress�es de suas obras, e outro com Commeter para a venda de suas pinturas. Passa os meses de mar�o e abril em Weimar. Torna-se membro da Berlin Secession. Passa o ver�o em �sg�rdstrand, onde pinta um friso por encomenda de Max Linde. 1905 Grande exposi��o na Manes Art Association, em Praga, onde tem imenso sucesso. 1906 Trabalha nos cen�rios da produ��o de Max Reinhardt das obras Ghosts e Hedda Gabler, de Ibsen, para o Kammerspiele Theatre, em Berlim. Freq�enta cl�nicas como Bad Elgersburg e Bad K�sen, tentando tratar seu crescente problema com os nervos. 1907 Pinta um friso para o Kammerspiele Theatre, em Berlim. Passa o ver�o e o outono em Warnem�nde, Alemanha. 1908 Passa o inverno em Berlim e o ver�o em Warnem�nde. No outono, interna-se na cl�nica particular para doen�as nervosas do dr. Jacobson, em Copenhague. 1909 Passa o inverno e a primavera com o dr. Jacobson. Em mar�o, finalmente obt�m reconhecimento na Noruega ap�s uma grande exposi��o individual em Oslo, a qual tamb�m lhe traz sucesso financeiro. Em maio, estabelece-se em Krager�, cidade costeira ao sul da Noruega. Come�a a trabalhar no projeto de decora��o da Oslo University Aula. 1910 Adquire a propriedade de Ramme, em Hvitsten. Continua a trabalhar no projeto da Oslo University Aula. 1912 Ganha uma sala especial na importante Sonderbund Exhibition, em Col�nia, �nico artista vivo na exposi��o a receber tal homenagem. � apresentado nessa exposi��o como um dos precursores da arte moderna, ao lado de C�zanne, Van Gogh e Gauguin. 1913 Aluga Grimsr�d Manor, no Moss. Completa 50 anos e recebe in�meras homenagens, na Noruega e no exterior. � convidado - com Picasso - a expor na Autumn Exhibition, em Berlim, para destacar a import�ncia dos dois artistas para a arte jovem alem�. 1914 Viaja a Berlim e Paris. Faz imenso sucesso em uma grande exposi��o na Fritz Gurlitt's Kunstsalon, em Berlim. A Primeira Guerra Mundial interrompe seu estreito contato com o Continente. 1916 Adquire a propriedade de Ekely, em Sk�yen-by-Oslo, onde passa a maior parte do tempo, at� sua morte. Em 19 de setembro, a decora��o da Oslo University Aula � inaugurada. A monografia de Curt Glaser dedicada ao artista � publicada no ano seguinte. 1921 Grande exposi��o retrospectiva em Kunsthaus, em Zurique. 1923 Torna-se membro da Academia Alem� de Belas-Artes. 1927 Grande exposi��o retrospectiva, primeiro na Nationalgalerie, em Berlim, depois na National Gallery, em Oslo. 1930 Sofre de uma doen�a nos olhos. 1933 Celebra 70 anos. Torna-se Cavaleiro da Grande Cruz da Ordem de Santo Olavo. S�o publicadas duas monografias sobre o artista, respectivamente por Jens Thiis e Pola Gauguin. 1937/39 Oitenta e duas obras s�o confiscadas nos museus alem�es pelos nazistas e vendidas na Noruega. 1940 A Alemanha invade a Noruega. Munch rejeita o contato com os nazistas. 1944 Morre tranq�ilamente em sua casa, em 23 de janeiro. Deixa em testamento suas obras-de-arte � cidade de Oslo. | |
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