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Sem t�tulo
1981/83. �leo s/ papel cart�o, 73x102 cm





Limites


Por Gerwald Sonnberger

Um dos raros artistas austr�acos contempor�neos de renome internacional, Arnulf Rainer � tamb�m um dos mais inovadores. Embora seja um grande individualista em termos de desenvolvimento art�stico, seu trabalho pode ser interpretado tendo em mente as caracter�sticas do movimento da arte moderna austr�aca. Enquanto outros jovens artistas europeus do in�cio do s�culo XX orientavam-se por Paris e pelo novo ponto de vista 'externo' do cubismo, os artistas de Viena descobriam a exist�ncia humana 'interna': a alma, o poder dos instintos e o inconsciente. A partir disso, artistas como Kokoschka, Schiele e Gerstl criaram suas pr�prias t�cnicas e formas de representa��o.

Pode ser que o freq�entemente citado Weltuntergangsstimmung (�nimo de fim de mundo) do decadente imp�rio dos Habsburgo fosse o respons�vel pela tend�ncia � melancolia, ao sentimentalismo, � "alegria de vida barroca e � �nsia da busca da morte" (o que se tornou um clich�). Ou quem sabe as centen�rias misturas de na��es e culturas ou a forte influ�ncia da Europa do leste no imp�rio austro-h�ngaro. Qualquer que fosse a causa, o fato � que em Viena, por volta de 1900, uma gera��o inteira de artistas estava procurando uma intensa confronta��o com a psique humana. Isso n�o acontecia somente nas artes visuais, mas tamb�m na literatura e na m�sica. Em Viena, nesse mesmo per�odo, Sigmund Freud desenvolvia suas teorias, o que novamente comprova a exist�ncia de uma tend�ncia latente, dirigindo-se no sentido da an�lise do eu.

O expressionismo austr�aco � diferente, em suas ra�zes, do expressionismo alem�o, que se inclinava mais para o crit�rio formal. Os exemplos internacionais do per�odo n�o eram nem C�zanne nem a arcaica influ�ncia dos primitivos, mas a arte sensual de Van Gogh e Munch.

Ap�s a Segunda Guerra Mundial, o processo de debate internacional sobre arte, que havia sido radicalmente interrompido, recome�ou na �ustria. A 'tend�ncia austr�aca' foi logo novamente sentida. Hoje podemos dizer que, desde 1945, a arte do pa�s, apesar de diversas outras manifesta��es, gravita em torno dos temas existenciais. Desde o expressionismo abstrato at� o actionism, passando pelas instala��es com computadores, a arte visual austr�aca pode ser principalmente descrita como meditativa, ritual�stica, cerimonial e quase sacra.

A arte de Rainer deve ser entendida dentro dessa estrutura: trata-se de uma expedi��o em busca das causas e das limita��es da express�o art�stica, uma descoberta, uma expans�o, uma visualiza��o das estruturas instintivas e comportamentais do inconsciente a caminho da realiza��o do eu.

Arnulf Rainer nasceu em Baden, pr�ximo a Viena, em 1929. Artista autodidata, freq�entava as academias vienenses e, ap�s poucos dias, abandonava todas, mergulhando na arte dos surrealistas e realistas fant�sticos de Viena. Durante os anos 50, procurou reduzir suas imagens a figura��es radicalmente simplificadas e condensadas. Ainda fez experimenta��es com pintura autom�tica - deixando sua m�o pintar sem uma dire��o mental consciente. Levou suas id�ias reducionistas ainda mais longe e come�ou a pintar sobre suas pr�prias imagens, criando uma vigorosa tens�o f�sica. Essa pintura sobreposta foi feita em cores escuras e estendida sobre e acima das bordas dos quadros. Foi essa experimenta��o que abrangeu seu primeiro per�odo mais importante, no qual Rainer conseguiu expandir significativamente todas as possibilidades pr�vias e derrubou as diversas limita��es impostas pelo suporte da pintura. Ele descobriu a linguagem do corpo como meio de express�o art�stica por interm�dio de seus primeiros ensaios com pintura autom�tica. Rainer prosseguiu expandindo os pr�prios auto-retratos at� o limite: experimentou narc�ticos. Paralelamente, realizou performances com outros artistas, como Dieter Roth. Fez pintura com o dedo e com o p�, e tentou desenvolver atividades de pintura com chimpanz�s. Pintar e esbo�ar essas pessoas consideradas doentes mentais - arte bruta - causou profundas descobertas nos outros n�veis da emo��o humana. O uso da linguagem do corpo como forma de express�o humana e a busca do eu tornaram-se for�as essenciais em seu trabalho. Tamb�m atuaram como for�as que o conduziram � revis�o das obras anteriores. A partir de uma fotografia - uma moment�nea e achatada representa��o de um movimento suspenso -, ele intensificou os elementos teatrais com pinceladas intuitivas e expressivas, mostrando conex�es invis�veis, pontos centrais e tens�o em imensas e poderosas linhas. Ao faz�-lo, ele sensivelmente - consciente ou inconscientemente -, aproximou-se das filosofias e curas orientais, ambas constru�das a partir da percep��o de correntes f�sicas, aura, harmonia do som, chakra.

� conseq��ncia l�gica que ele trouxesse aos limites de sua explora��o a �ltima forma de express�o humana - a morte. Essa 'documenta��o da expressividade humana final' deu origem a uma s�rie de m�scaras mortu�rias e cadav�ricas. O tratamento concedido �s fotografias de representa��es esculturais da cabe�a e da figura do Cristo - geralmente dos per�odos romano e g�tico - ilustra uma nova e diferente maneira de manipular a iconografia do Cristo: com sofrimento, desespero e esperan�a. Rainer foi capaz de ampliar algo que havia se tornado um inflex�vel s�mbolo religioso em suas vers�es, freq�entemente em tamanho natural, de crucifixos e da pr�pria crucifica��o, imbuindo-os de seu novo e ampliado senso espiritual.

Freq�entemente, Rainer enfocou figuras da hist�ria da arte. Isso mostra que ele tamb�m � atra�do pela obra de artistas que at� certo ponto trabalham sobre suas pr�prias personalidades. Produziu vers�es revisadas de fotografias de gravuras de Rembrandt e de obras de Goya e Schiele.

Atualmente, o caminho seguido pelo artista � representado pelo quadro Kosmos, em que ele aproxima antigas explora��es sobre as estruturas da natureza e das plantas, em uma conex�o causal e, portanto, c�smica.

Ele ainda est� sempre em regi�es limites, passando a ocupar novos territ�rios e ser�, no futuro, um artista com importantes contribui��es a dar, indo sempre mais longe na arte europ�ia.



















































Cronologia

1929
Arnulf Rainer nasce em Baden, pr�ximo a Viena.
1940/44
Freq�enta a escola de sua cidade, e deixa-a porque lhe dizem para desenhar inspirando-se na natureza.
1948
Descobre as teorias surrealistas, que passam a influenciar muito seu trabalho.
1949
� aceito na Hochschule f�r Angewandte Kunst e na Akademie der Bildenden K�nste, em Viena, que freq�enta por apenas tr�s dias.
1950
Conhece Ernst Fuchs, Anton Lehmden e Arik Brauer, Wolfgang Hollegha e Josef Mikl. Esses artistas pertencem ao Hundsgruppe (Grupo do Cachorro).
1951
Na inaugura��o de uma mostra do Hundsgruppe, Rainer insulta o p�blico. Ele rejeita o estilo surrealista fant�stico e passa a se interessar por microestruturas e pela destrui��o das formas. Viaja a Paris, onde visita Andr� Breton; fica bem impressionado pela obra de Willem de Kooning, Georges Mathieu, Jackson Pollock e Jean-Paul Riopelle. Seu �ltimos desenhos da s�rie Optical Decentralization s�o t�o densamente cobertos por linhas que quase se tornam uma superf�cie solidamente negra. Rainer trabalha com os olhos fechados e cria Blindmalerei (Pinturas Cegas) e pinturas autom�ticas.
1953/59
Conhece o padre cat�lico Monsignore Otto Mauer que funda a Galerie n�chst St. Stephan em Viena, onde Rainer exp�e de 1956 a 1970. Ele explora os problemas da propor��o e da divis�o. De 1953 a 1954 cria as primeiras Photoposen (Fotoposes) dele mesmo. Inicia estudos sobre misticismo, que d� continuidade ao longo de toda a vida, e passa a se interessar pela id�ia de apagar obras-de-arte j� existentes. De 1953 at� 1964 Rainer executa seus trabalhos mais conhecidos, os �bermalungen (Sobrepinturas), nas quais cobre pinturas suas e de outros artistas com camadas monocrom�ticas.
1959/64
Cria desenhos automatizados com crayons a �leo tra�ando e retra�ando linhas at� cobrir completamente a superf�cie dos trabalhos. Sam Francis, Emilio Vedova, Mathieu e Victor Vasarely contribuem com pinturas a serem cobertas por pinturas feitas por Rainer. Participa da exposi��o Monochrome Malerei no St�dtisches Museum em Leverkusen.A partir de 1964 trabalha em est�dios em Berlim, Munique e Col�nia. Em 1964 inicia experimentos com alucin�genos.
1968
Faz as primeiras fotos Face Farce. Retrospectiva no Museum des 20. Jahrhunderts, em Viena.
1969
Explora cada vez mais aspectos da linguagem corporal; posa para fotos de si mesmo (enfatizando express�es faciais e linguagem corporal) sobre as quais desenha para enfatizar express�es.
1970
Executa v�rias s�ries de desenhos e pinturas sobre fotografias tais como Frauenposen (Mulheres Posando), Kunst auf Kunst (Arte sobre Arte), Totenmasken (M�scaras da Morte) e Leichengesichter (Faces do Corpo).
1971
Primeira retrospectiva na Alemanha, no Kunstverein Hamburg; participa da Bienal de S�o Paulo.
1973
Executa as pinturas gestuais Handmalerei (Pinturas � M�o) e Fingermalerei (Pinturas a Dedos).
1977
Preocupa��o com temas de morte (Totenmasken, Leichengesichter e Mumien/M�mias).
1978
Representa a �ustria na Biennale di Venezia.
1980
Adquire est�dios no norte da �ustria e na Bav�ria e retoma as s�ries Handmalerei e Fingermalerei, exibidas na Documenta n� 7, de 1982, em Kassel. Retorna aos temas religiosos em Kreuz (Cruz).
1981
Professor da Akademie der Bildenden K�nste em Viena; recebe o pr�mio Max Beckmann em Frankfurt, torna-se membro da Akademie der K�nste de Berlim. Trabalha em uma s�rie fotogr�fica sobre crucifica��es. Retrospectiva na Nationalgalerie em Berlim, Baden-Baden, Bonn e Viena.
1982
S�rie Hiroshima, com desenhos sobre fotos da cidade destru�da.
1983
Continua as s�ries de pinturas grandes Kreuz e Totenmasken.
1984
Mort et Sacrifice, retrospectiva no Mus�e National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris. Participa de Overture, exposi��o de abertura do Castello di Rivoli, em Turim.
1985
Interessa-se por livros de hist�ria natural do s�culo XVIII sobre os quais executa Overdrawings e Overpaintings.
1986
A mostra Self Portraits viaja pelos Estados Unidos; exposi��o emAbbazia di San Gregorio, em Veneza.
1987
Participa de The Spiritual in Art: Abstract Painting 1890-1985 e Avant-Garde in the Eighties no Los Angeles County Museum of Art.
1989
Pr�mio do International Center of Photography de Nova York; retrospectiva no Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, Museum of Contemporary Art, Chicago; Historisches Museum der Stadt Wien, Viena.
1990/92
Castello di Rivoli, Turim, e Gemeentemuseum, Haia, Holanda. Trabalha na s�rie M�rtyrer e Katastrophen (M�rtir e Cat�strofe) e Angels.
1991/93
Exposi��es em Malm� Konsthall; Funca��o de Serralves, Porto, Portugal; Menil Collection, Houston; Hessisches Landesmuseum, Darmstadt.
1993
Inaugura��o do Arnulf Rainer Museum em Nova York.
1993/94
Trabalha na s�rie de pinturas Kosmos (Cosmos).
1994
Desconhecidos entram no est�dio de Rainer na Akademie der Bildenden K�nste em Viena e destr�em 26 pinturas.
1995
Em conseq��ncia disso, Rainer decide demitir-se da atividade de professor da Academia. Atualmente vive no norte da �ustria, Bav�ria e Viena.


Exposi��es individuais

1996
Arnulf Rainer Natur - Mikrokosmos Makrokosmos, K�rntner Landesgalerie, Klagenfurt, �ustria; Landesmuseum, Oldenburg, Alemanha; Isl�ndische Nationalgalerie, Reykjavik, Isl�ndia.
1995
Lucio Fontana - Arnulf Rainer. �ber das Bild hinaus, Museum f�r Moderne Kunst, Bozen; Katastrophen und Desaster, exposi��o itinerante em dois locais/traveling exhibition in two places, Nationalmuseum Cotroceni, Bucareste, Rom�nia; Brukenthal Museum, Hermannstadt, Alemanha; Arnulf Rainer �berzeichnungen �bermalungen, Internationales Kulturzentrum Egon Schiele, Krumau.
1994
Museum Moderner Kunst, Passau, Alemanha; Kunsthalle, Recklinghausen, Alemanha; Retrospektive, Sch�mer-Haus, Klosterneuburg, �ustria.
1993
Kunsthalle Dominikanerkirche, Osnabr�ck, Alemanha; Hessisches Landesmuseum, Darmstadt, Alemanha; Fossilien, Ober�sterreichischer Kunstverein, Linz, �ustria; Moderna Galerija, Liubliana, Eslov�nia.
1992
Young Cross, The Menil Collection, Houston, Estados Unidos; Kreuz-Weisen, Kunst-Station St. Peter, Col�nia, Alemanha; Topografia Superiore - Carinzia/Venezia, K�rntner Landesgalerie, Klagenfurt, �ustria; Obras Recentes, Funda��o de Serralves, Porto, Portugal; Cankarjev Dom, Internationales Graphikzentrum, Liubliana, Eslov�nia.
1991
Malm� Konsthall; Brandenburgische Kunstsammlungen, Cottbus, Alemanha; Fr�he Graphik�bermalungen, Maximilianverlag, Munique, Alemanha; J. Racine, Galerie Stadler, Paris, Fran�a.
1990
Castello di Rivoli, Turim, It�lia; Gemeentemuseum, Haia, Holanda; Hommage aan Vincent Van Gogh, Bonnefanten Museum, Maastricht, Holanda; �bermalte B�cher, St�dtisches Kunstmuseum, Bonn, Alemanha; Arnulf Rainer. Werke 1980-1990, Saarlandmuseum, Saarbr�cken, Alemanha.
1989
St�tliche Galerie, Regensburg, Alemanha; The Self-Portraits, Sadye Bronfman Center, Montreal, Canad�; Kunstverein, Braunschweig, Alemanha; Retrospektive, Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, Estados Unidos; Enzyklop�die und Revolution, Festspielhaus, Bregenz; Museum of Contemporary Art, Chicago, Estados Unidos; Historisches Museum der Stadt, Viena, �ustria; Drawing on Death, Moore College of Art and Design, Filad�lfia, Estados Unidos.
1988
Verdeckt - Entdeckt, Ober�sterreichische Landesgalerie, Linz, �ustria; Arnulf Rainer. Werke der f�nziger bis achtziger Jahre, Museen Haus Lange und Haus Esters, Krefeld, Alemanha; Neue Galerie, Staatliche und St�dtliche Kunstsammlungen, Kassel, Alemanha; Zeichnungen 1949-85, St�dtliches Museum, Schlo Morsbroich, Leverkusen, Alemanha.
1987
Centre Saidye Bronfman, Montreal, Canad�; M�taphores de la Mort, Magasin, Centre National d'Art Contemporain, Grenoble, Fran�a; Arnulf Rainer, Louis Soutter Die Finger malen, Mus�e des Beaux-Arts, Lausanne, Su��a; Schirn Kunsthalle, Frankfurt, Alemanha; Masqu� - D�masqu�, Mus�es Royaux des Beaux-Arts, Bruxelas, B�lgica; Museum Overholland, Amsterd�, Holanda.
1986
The Self-Portraits, Ritter Art Gallery, Florida Atlantic University, Boca Raton, Estados Unidos; The Grey Art Gallery and Study Center, New York University, Nova York, Estados Unidos; North Carolina Museum of Art, Raleigh, Estados Unidos; Abbazia di San Gregorio, Veneza, It�lia; Umkreisen und Durchdringen: Christusgesichter/Arnulf Rainer, Neue Galerie - Sammlung Ludwig, Aachen, Alemanha.
1985
Theater/Minetti, Nationalgalerie, Berlim, Alemanha; Galerie Maeght Lelong, Zurique, Alemanha; Museum of Modern Art, Oxford, Inglaterra; Totenmasken, Galerie Ulysses, Viena, �ustria.
1984
Kunstmuseum D�sseldorf, Alemanha; Face Farces und Gesichter mit Goya, St�dtliches Museum M�nchengladbach, Alemanha; Mort et Sacrifice, Mus�e National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, Fran�a; Retrospektive, Stedelijk van Abbemuseum, Eindhoven, Holanda.
1983
Wilhelm-Hack-Museum, Ludwigshafen, Alemanha; Kunstmuseum Hannover mit Sammlung Sprengel, Hannover, Alemanha; Museum van Hedendaagse Kunst, Gent, B�lgica.
1982
Kruzifikationen 1951-1980, Suermondt Museum, Aachen, Alemanha; Louisiana Museum of Modern Art, Humlebaek; Hiroshima, Galerie M, Bochum, Alemanha.
1981
Staatliche Kunsthalle Baden-Baden, Alemanha; St�dtliches Kunstmuseum, Bonn, Alemanha; Museum des 20. Jahrhunderts, Viena, �ustria; Retrospektive, Stedelijk van Abbemuseum, Eindhoven, Holanda; Whitechapel Art Gallery, Londres, Inglaterra; Walker Art Center, Minneapolis, Estados Unidos.
1980
Retrospektive, Nationalgalerie, Berlim, Alemanha.
1979
Frankfurter Kunstverein, Frankfurt, Alemanha; W�rttembergischer Kunstverein, Stuttgart, Alemanha; Frauenakte - Frauenposen, Galerie Ulysses, Viena, �ustria.
1978
Linguaggio del Corpo, K�rpersprache, Body Language, Biennale di Venezia, �sterreichischer Pavillon, Veneza, It�lia; Totenmasken, �sterreichische Galerie, Viena, �ustria.
1977
Retrospektive, Kunsthalle, Berna, Su��a; St�dtliche Galerie im Lenbachhaus, Munique, Alemanha; Foto�berzeichnungen Franz Xaver Messerschmidt, Kunstraum, Munique, Alemanha; Kestner Gesellschaft, Hanover, Alemanha.
1976
Face Farces: Foto�bermalungen und Foto�berzeichnungen 1969-1976, Neue Galerie der Stadt Linz, �ustria; Misch- und Trennkunst, com Dieter Roth, Kulturhaus, Graz, �ustria.
1975
Arbeiten 1948-1975, Hessisches Landesmuseum, Darmstadt, Alemanha; Face Farces, Bodyposes 1968-1975, Galerie Stadler, Paris, Fran�a.
1974
Kunstverein Bremerhaven; Gestische Handmalereien, Kunstraum, Munique, Alemanha.
1973
Graphische Sammlung Albertina, Viena, �ustria.
1972
Busch-Reisinger Museum, Cambridge, Estados Unidos.
1971
Retrospektive, Kunstverein Hamburg, Hamburgo, Alemanha.
1970
Kunstverein Freiburg im Breisgau, Alemanha; Face Farces 1965-1969, Galerie Van de Loo, Munique, Alemanha; Galerie M�ller exposi��o itinerante em dois locais: Stuttgart, Alemanha; Galerie M�ller, Col�nia, Alemanha.
1969
Arnulf Rainer. TRRR. Zeichnungen 1947-51, Galerie Ariadne, Viena, �ustria.
1968
Retrospektive, Museum des 20. Jahrhunderts, Viena, �ustria.
1964
Galerie Springer, Berlim, Alemanha.
1962
Galerie Schmela, D�sseldorf, Alemanha; Minami Gallery, T�quio, Jap�o.
1961
Galleria del Cavallino, Veneza, It�lia.
1960
�bermalungen, Galerie n�chst St. Stephan, Viena, �ustria.
1957
Monochrome Komplexe 1955 bis 1957, Wiener Secession, Viena, �ustria.
1956
Kruzifikationen, Galerie n�chst St. Stephan, Viena, �ustria.
1954
Proportionsanordnungen, Galerie W�rthle, Viena, �ustria.
1952
Galerie Franck, Frankfurt, Alemanha.
1951
Galerie Kleinmayr, Klagenfurt, �ustria.


Exposi��es coletivas

1996
Antagonismes, Centre National de la Photographie, Paris, Fran�a; Like a Crystal: Observations on Munch, Stedelijk Museum, Amsterd�, Holanda.
1995
3rd Grand Prix of Drawing Alpe-Adria, M�csarnok Kunsthalle, Budapeste, Hungria; Slovensk� N�rodn� Gal�ria, Bratislava, Eslov�nia; Tanzende M�dchen, Stedelijk Museum, Amsterd�, Holanda; Identit� -Alterit�, Museo Correr, Veneza, It�lia.
1994
D�tente, Museum des 20. Jahrhunderts, Viena, �ustria; Diskurse der Bilder, Kunsthistorisches Museum, Viena, �ustria; Das Einfache ist das Schwierige, Zuger Kunstgesellschaft, Kunsthaus, Zug, Su��a; Couplet 1, Stedelijk Museum, Amsterd�, Holanda; Zeitgenossen, Kunstmuseum, Berna, Su��a; Preferirei di no - Cinque Stanze tra Arte e Depressione, Museo Correr, Veneza, It�lia; The Tradition of the New: Postwar Masterpieces from the Guggenheim Collection, Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, Estados Unidos; Zimmer in denen die Zeit nicht z�hlt - Sammlung Udo und Anette Brandhorst, Museum f�r Gegenwartskunst, Basil�ia, Su��a; Aura, Secession, Viena, �ustria.
1993
Malerei der Widerst�nde, Jesuitenkirche, Galerie der Stadt Aschaffenburg, Alemanha; Der zerbrochene Spiegel, Museumsquartier Messepalast & Kunsthalle, Viena, �ustria; R�gards Contemporains sur Gr�newald, Mus�e d'Unterlinden, Colmar, Fran�a; Die Sammlung, Stedelijk Van Abbemuseum, Eindhoven, Holanda; KAIROS - Die Sammlung Otto Mauer, Dom und Di�zesanmuseum, Viena, �ustria; L'�me au Corps - Arts et Sciences 1793-1993, Galeries Nationales du Grand Palais, Paris, Fran�a.
1992
Das Jahrzehnt der Malerei - �sterreich 1980-90. Sammlung Sch�mer, Museum der Bildenden K�nste, Budapeste, Hungria; � Visage D�couvert, Fondation Cartier, Paris, Fran�a; De Pont Stichting voor hedendaagse Kunst, Tilburg, Holanda; Parallel Visions: Modern Artists and Outsider Art, Los Angeles County Museum of Art, Los Angeles, Estados Unidos; Bilder vom Tod, Historisches Museum der Stadt Wien, Viena, �ustria.
1991
Artist's Choice: Chuck Close, Museum of Modern Art, Nova York, Estados Unidos; Un Mus�e en Voyage, Mus�e d'Art Contemporain, Lyon, Fran�a; Die Hand des K�nstlers, Museum Ludwig, Col�nia, Alemanha; Wien 1900 - Wien 1990, Liljevalchs Konsthall, Estocolmo, Su�cia; Fuente - Juan de la Cruz 1591-1991, Nieuwe Kerk, Amsterd�, Holanda.
1990
Vienne Aujourd'hui, Museum Toulon, Fran�a; Vies d'Artistes, Mus�e des Beaux-Arts, Le Havre, Fran�a; Voor Vincent Van Gogh, Haags Gemeentemuseum, Haia, Holanda; Querdurch, Slowakische Nationalgalerie, Bratislava, Eslov�quia; Gegenwart Ewigkeit, Martin Gropius Bau, Berlim, Alemanha.
1989
Bilderstreit, Museum Ludwig in den Rheinhallen der K�lner Messe, Col�nia, Alemanha; Open Mind, Museum van Hedendaagse Kunst, Gent, B�lgica; Modern Masters, Kunsthalle Helsinki, Finl�ndia.
1988
The Seventh Biennale of Sidney, Art Gallery of New South Wales, Sidney, Austr�lia; Collection Next the Sea, Haags Gemeentemuseum, Haia, Holanda; K�ln sammelt - Zeitgen�ssische Kunst aus K�lner Privatbesitz, Museum Ludwig, Col�nia, Alemanha.
1987
Avantgarde in the Eighties, Los Angeles County Museum of Art, Los Angeles, Estados Unidos; Berlinart 1961-87, The Museum of Modern Art, Nova York, Estados Unidos; Les Dessins Autrichiens, Mus�e National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, Fran�a.
1986
Forty Years of Modern Art, Tate Gallery, Londres, Inglaterra; Europa/Amerika, Museum Ludwig, Col�nia, Alemanha; The Spiritual in Art: Abstract Painting 1890-1985, Los Angeles County Museum of Art, Los Angeles, Estados Unidos; Dal Profondo, Padiglione d'Arte Contemporanea, Mailand.
1985
Das Selbstportrait im Zeitalter der Photographie, Mus�e Cantonal des Beaux-Arts, Lausanne, Su��a; Deutsche Kunst seit 1960 -Sammlung Prinz Franz von Bayern, Staatsgalerie Moderner Kunst, Munique, Alemanha; Rennweg, Castello di Rivoli, Turim, It�lia.
1984
Ouverture, Castello di Rivoli, Turim, It�lia; Content. A Contemporary Focus 1974-84, Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Smithsonian Institution, Washington DC, Estados Unidos.
1983
Acquisition Priorities: Aspects of Postwar Painting in Europe, Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, Estados Unidos.
1982
K�rperzeichen �sterreich, Kunstmuseum, Winterthur, Su��a.
1980
Printed Art: A View of Two Decades, The Museum of Modern Art, Nova York, Estados Unidos; Wendepunkt. Kunst in Europa um 1960, Museum Haus Lange, Krefeld, Alemanha; L'Arte Negli Anni Settanta, Biennale di Venezia, Veneza, It�lia.
1979
European Dialogue: The Third Biennale of Sydney, Art Gallery of New South Wales, Sidney, Austr�lia; Zeichen setzen durch Zeichnen, Hamburger Kunstverein, Hamburgo, Alemanha.
1978
Museum of Drawers, Los Angeles Institute of Contemporary Art, Los Angeles, Estados Unidos; Positionen der Zeichnung in �sterreich, Gesellschaft der Freunde junger Kunst, Baden-Baden, Alemanha.
1977
Malerei und Photographie im Dialog, Kunsthaus, Zurique, Su��a; Documenta 6, Kassel, Alemanha; Rosc 77, Dublin, Irlanda.
1976
Parallelaktion. Neue Kunst aus �sterreich, Von der Heydt-Museum, Wuppertal, Alemanha; Identit�/Identifications, Centre d'Arts Plastiques Contemporains, Bordeaux, Fran�a.
1975
Bodyworks, Museum of Contemporary Art, Chicago, Estados Unidos; Je/Nous, Mus�e d'Ixelles, Bruxelas, B�lgica; Anf�nge des Informel in �sterreich 1949-53, Kulturhaus, Graz, �ustria.
1974
La Ricerca dell'Identit�, Palazzo Reale, Mailand; Surrealit�t - Bildrealit�t, St�dtliche Kunsthalle, D�sseldorf, Alemanha.
1973
Sammlung Cremer, Kunsthalle, T�bingen, Alemanha; Medium Photographie, St�dtliches Museum, Leverkusen, Alemanha; Kunst aus Photographie, Kunstverein Hannover, Alemanha; K�rpersprache/Bodylanguage, Steirischer Herbst, Graz, �ustria.
1972
Weltkulturen und Moderne Kunst, Haus der Kunst, Munique, Alemanha, Documenta 5, Kassel, Alemanha.
1971
75 Years Vienna Secession, Royal Academy, Londres, Inglaterra; Rosc 71, Dublin, Irlanda.
1968
1st Graphic Biennial, Art Gallery International, Buenos Aires, Argentina.
1967
9th Tokyo Biennial, T�quio, Jap�o; Carnegie International, Museum of Art, Pittsburgh, Estados Unidos.
1966
Labyrinthe, Akademie der K�nste, Berlim, Alemanha; 2e Salon International des Galeries Pilotes, Lausanne, Su��a.
1964
Guggenheim International Award Exhibition, Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, Estados Unidos; 1. Internationale der Zeichnung, Darmstadt, Alemanha.
1963
Schrift und Bild, Stedelijk Museum, Amsterd�, Holanda; Contemporary Trends in Painting, National Museum of Modern Art, Kyoto, Jap�o; Idole und D�monen, Museum des 20. Jahrhunderts, Viena, �ustria.
1962
Kunst von 1900 bis heute, Museum des 20. Jahrhunderts, Viena, �ustria.
1961
Sammlung Schulze-Vellinghausen, St�dtliche Kunstgalerie, Bochum, Alemanha; �sterreichische Kunst des 20. Jahrhunderts, Arts Council Gallery, Londres, Inglaterra.
1960
5th International Hallmark Award, Nova York, Estados Unidos; Galerie Springer, Berlim, Alemanha.
1959
Documenta 2, Kassel, Alemanha.
1957
Wiener Secession, Kunstverein, D�sseldorf, Alemanha; V�lkerkundemuseum, Hamburgo, Alemanha.
1956
Mus�e d'Art Moderne de la Ville de Paris, Fran�a.
1953
German Graphic, Art Institute Chicago, Estados Unidos.
1952
Sammlung Domnick, Staatsgalerie Stuttgart, Alemanha.
1951
Hundsgruppenausstellung, Institut f�r Wissenschaft und Kunst, Viena, �ustria.